se inebria em mim
algo itinerante
e sinto - me estranhamente
universal num sonho perdido
no sonho tenho o passaporte
do além viajo no desconhecido
destilou em mim todo o odor marítimo
se inebria em mim
algo itinerante
e sinto - me estranhamente
universal num sonho perdido
no sonho tenho o passaporte
do além viajo no desconhecido
destilou em mim todo o odor marítimo
em paz pego numa caneta
e sou um herói mergulho
no silêncio das horas
e no presente
è no passado que compreendo o presente
e raivo o futuro
a distância desço as escadas
ìngrimes da aventura e fico
solidamente desconhecido
agora que o mar não ruge
e o vento quedou - se
eu sou o tempo
que quiseste
ontem tambèm o era
mas ontem e hoje são
um tempo para mim
para ti ontem e amanhã
são sempre tu
canto - a
vivo no cimo de um
Outeiro numa casa
caiada sozinha
a minha alma è simples
não pensa
suave e fresca se inebria em mim algo itinerante e sinto - me estranhamente universal num sonho perdido no sonho tenho o passaporte do além ...