segunda-feira, 30 de agosto de 2021

amar - te è uma ferida

aberta no teu seio onde brota a seiva

que jorrà no meu peito neste amor que sinto

por ti na ínfima seiva do meu ser por te amar

assim deste jeito sem jeito por te amar !

amarte es una herida abierta en mi pecho donde

brota en mi pecho en este amor que siento pior ti en la mas pequena savia de me ser por amartye asi torpemente por amarte

loving you is an open wound in your boson

where the sap sprouts that will gush in my chest

in thes love that l feel for you in the smallest sap of my being for loving you like  this

akwardly for loving you


 

terça-feira, 24 de agosto de 2021

somos agora

um mar de tranquilidade sob

o lençol prateado das vagas

onde o assombro da ilha do teu

corpo como um pedaço de areia

brilhante espessa e curvilínea

pontificam dois seios nacarados

que se oferecem como pérolas de colheita

sinto então a caricia das tuas mãos invectiveis

o aconchego dos teus membros de espuma


 

domingo, 1 de agosto de 2021

è o que tenho para ti

ès sincera estremeci estremeço tu ès sincera

senti medo mas ès o desafio da vida e do amor

para mim desculpe ainda não correspondi estarei sempre 

em divida para contigo ès tudo para mim sou o mais imperfeito

e tu a perfeição mereces a tua família tambèm ès a estrela que brota dentro de mim adoro-vos desculpa a minha imperfeição
 

agradavelmente este blogspot10.com

Amor e Poesia acaba de alcançar

os mil poemas motivo   valido a um brinde

com um Porto Velho na Biba Velha no Porto

aos amigos e a todos que tem contribuído

para que isto esteja acontecer a minha eterna gratidão

a tos um fraterno abraço enquanto houver ventos e mares e estradas para andar a gente vai continuar

Kanimambo a todos a partir de hoje as casa jà podem estar abertas atè as 2.00h da manhã vemo - nospor ai 


nesta batalha abraços e um excelente Domingo !

                  fausto fonseca
 

não te fies no tempo

nem na eternidade que as nuvens

puxam - me pelas calças que o vento

me arrasta contra o meu desejo apressa - te

meu amor que eu amanhã morro e não te vejo !

não te demores num lugar tão secreto nàcar de silêncio

que o mar comprime em absoluto

apressa - te que eu amanhã morro

 e não te vejo !

aparece - me agora que ainda reconheço

a anémona aberta na tua face e em redor

dos muros o vento inimigo 

apressa - te meu amor que eu amanhã

morro e não te direi o que trago  dentro de mim

por ti e partirei em segredo eterno !
 

o que amamos està sempre longe de nòs

mesmo longe de longe do que

amamos e que não sabemos de onde 

vem e para onde vai o nosso impulso

de amor o que amos està como uma flor

na semente estendida com medo e inquietude

talvez sò para a nossa morte por ela durar para

 sempre como as ervas do chão como as ondas

do mar os acasos se vão cumprindo e vão cessando

mas sem acaso o amor límpido e exacto jaz


não necessita nada o que de si

tudo ordena cujo a tristeza pode

 ser o equivoco do tempo
 

eu escrevo poemas

porque o instante existe

e a minha vida è completa

não sou triste nem alegre

sou poeta irmão das coisa

fugidias não sinto gozo


nem tormento atravesso

noites ao vento se me demoro

ou passo não sei sei que escrevo

 poemas è tudo tem sangue eterno

a asas rimada e um dia estarei morto 

e mais nada ali sozinho como sempre

 

lua adversa

tenho fases como a lua de andar

escondido fases de vir a rua

perdição da minha vida tenho fases

de ser teu tenho outras de ser sozinho

fases que vão e vêm no secreto calendário

que um astrólogo inventou para o meu uso e roda

a melancolia o seu interminável fuso não me encontro

com ninguém tenho tenho fase como a lua no dia de

alguém ser minha eu não sou dela e quando chega esse dia a outra desapareceu
 

os grandes monstros

do sol desenham abelhas

de fogo è um aguaceiro

descrente de água um príncipe

descalço no corpo dos outros

nas pausas dos nomes espera 

ainda pela mão rente a loucura

estreiam - se as asas no esboço

do céu não lhe responde porque

ama com egoísmo o casulo do

seu corpo
 

hoje sò sei do doce

 e calmo abraço em que passo

para ti o vento trocou - me

a ordem inverso dos poemas

despoletando a sua liberdade

tão livre o poema como o vento


libertando - se  voando rumo

ao seu destinatário em voo livre

ao esbelto coração cheio de amor
 

evocação da alma


 por mais que eu escreva

a lua guarda o ultimo riso

dos teus olhos nos meus

as noites brancas de verão

envolvem - se em recantos

de ausência sem gestos sem 

palavras claridade evocação

de alma

corpo suspenso

desabotoo as imagens do olhar

guardo os sentidos à sombra

de um entardecer e disperso

os pensamentos por um tempo

imenso que acontece lentamente

è um fio delicado de existência

ausente de mãos ausente de palavras

corpo è deriva pela transparência de

ritmo volúpia respiração
 

guardo no instante quotidiano

dos dias a agitação desalinhada

de certos lugares onde pronunciei

o meu corpo em gestos que se demoram

pelo musgo dos dedos como o deslizar

lento de uma azenha na água e em rumores

de ventos anilados de tempestades reconheço

a incongruência desta geografia quando por vezes

perguntas - me pelos litorais e respondo - te somos

respiração nos contornos frágeis da ternura
 

encontro pela imprecisão da madrugada

uma inteira nudez

na lua que humedece

 a consciência de ser

homem è uma fragilidade

tal insinuante intimidade


que sò tem sequência

inconsequentemente num acorde

de musica e maresia
 

subi ao mais alto de mim mesmo

e junto a curva do rio

dos teus cabelos não aquáticos

esperei pelo sabor do cheiro das

manhãs que desaguam em ternura

e onde corre o vento das tuas mãos

alinhadas na desordem do desejo

foi tambèm no mais alto de mim

mesmo junto ao ultimo pensamento

não coral antes do estado mar cinza numa

borboleta que naufragou este sonho feito


madrugadas soletradas com o ritmo

dos lençóis lisos de ti os naufrágios

não interrompem os sonhos 

 

se o vento

desde o longe ou o perto

vem sem pòlens vestígios

 de tempo e as gaivotas não

trazem a tiracolo as nuvens

nu chamo por ti

se o mar è um breve instante

onde os sentido enlouquecem

sem o desespero das palavras

nu chamo por ti se o poema

è um roçar de lábios o sal da lìngua

nu chamo por ti ...
 

não há lugares reconhecidos

para as palavras que os sentidos

querem dizer e prender num

estilhaço de grito ou de penumbra

de um abraço não há dias que cheguem

para os significados da lua sobre o teu corpo

 na paisagem desarrumada dos meus dedos

e o riso do mundo que não cabe na intimidade

poética de um beijo
 

conjugo a palidez das manhãs

sob a claridade de um tempo

de perfis há uma subtileza de ti

que ainda arde no meu pulso que

dorme uma volúpia transparente nos

 contornos deste poema e uma paisagem

mar em ritmo lento que me lembra

prolongadamente o teu corpo pronuncio

o teu rosto em cada acordar
 

ecos dos passos

memórias  de instantes

que foram meus e teus

o eco dos passos no ar

as cores do jasmim e da

madressilva preludio de 

primavera o eco   dos passos

acordes de um violino suspenso

sobre a cidade telhados de saudades 

os meus sonhos teus+

 

o silêncio suspenso

dos sonhos desfaz e matiza

a promessa de um beijo

poema que grita
 

o corpo da terra

sagra - se de verão

nas tardes desertas

de pássaros e nas estradas 

incendiadas do desejo da

respiração
 

no espelho planície do rio

interrompo o silêncio da água

e dos rotos com o canto breve 

frágil de uma lágrima e uma janela

de círculos cetim ao vento abre - se

na voz de um olhar ansioso num instante

fósforo


no espelho planície do rio


 

uma brisa

suave e fresca se inebria em mim algo itinerante e sinto - me estranhamente universal num sonho perdido no sonho tenho o passaporte do além ...