domingo, 1 de agosto de 2021

o que amamos està sempre longe de nòs

mesmo longe de longe do que

amamos e que não sabemos de onde 

vem e para onde vai o nosso impulso

de amor o que amos està como uma flor

na semente estendida com medo e inquietude

talvez sò para a nossa morte por ela durar para

 sempre como as ervas do chão como as ondas

do mar os acasos se vão cumprindo e vão cessando

mas sem acaso o amor límpido e exacto jaz


não necessita nada o que de si

tudo ordena cujo a tristeza pode

 ser o equivoco do tempo
 

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