domingo, 1 de agosto de 2021

não te fies no tempo

nem na eternidade que as nuvens

puxam - me pelas calças que o vento

me arrasta contra o meu desejo apressa - te

meu amor que eu amanhã morro e não te vejo !

não te demores num lugar tão secreto nàcar de silêncio

que o mar comprime em absoluto

apressa - te que eu amanhã morro

 e não te vejo !

aparece - me agora que ainda reconheço

a anémona aberta na tua face e em redor

dos muros o vento inimigo 

apressa - te meu amor que eu amanhã

morro e não te direi o que trago  dentro de mim

por ti e partirei em segredo eterno !
 

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