nesse olhar que já nem chora
certa luz de tarde e aurora
que em meu peito a recolhi
nesse olhar que já nem chora
certa luz de tarde e aurora
que em meu peito a recolhi
eras mulher e criança tinhas
uma expressão mansa
coma de tristeza e alegria
luz do luar luz do dia luz do
céu do amanhecer
o cego que arranca do seu
roufenho violino ganidos do triste
fado tem um rubor na tez branca
se atira um verso guincho
que sobe e desce a calçada
roça os homens e murmura
coisas que ninguém atende
quando entra de madrugada
nem se atreve a olhar o espelho
de onde a espreita
que pude esquecer - te
crês que deixei de reviver - te
na saudade que me dói
na noite de longas riscas
como um cavalo atravessa
correndo o teu calado nome
dà - me lugar no teu ombro
abriga - me no teu espelho
de repente sobre a folha solitária
nocturna brotando do escuro de trás
de mim flor luz completa acode - me
com a tua boca fina
a hora em que vieres haja
somente silencio na cidade
morta e suave me beijes na
fonte para que sò eu saiba
que ès chegada
e fartos devolvidos aos ossos
aves rapazes leves rentes as mulheres
olhos húmidos vorazes generosos
profundos infantis olhos livres cheios
de plena voz livres silenciosos de nòs
prontos a serem amados trago a trago
lapidam de amor a nossa fonte em bruto
devolvem o diamante a pedra dentro
sabem que vão podando a nossa frente
a amizade como uma arte e ainda há
uma terra por enquanto
sufocado pela timidez saem frases perdidas
no encher das marés o vazio da lua cheia
debruçam - se no meu peito correm - me
nas veias meus versos em forma de traços
seguro as pernas de pè para tentar não ir
abaixo
com um vèu adoro a noite tudo fica
mais transparente as expressões de tristeza
sao diferentes as pessoas parecem todas iguais
as sombras tomam conta da maquilhagem não
hà gente bonita nem feia demais o silêncio toma
conta de nòs
os seios das estrelas luzindo dançando ao som de um
suave som melódico de amor e esperança harmoniosa
na imensidão do vento no luzir de
uma estrela o sol aquece sem queimar
ilumina acendendo a chama do amor
em nòs exala o nosso ser aquecendo
a fonte energética sem igual num sò
unificando a amor
quero sò o mercúrio
da tua lìngua
rodas de magia comandam
Saturno meu corpo e eu não
consigo que parem è a meu
pensamento que comanda
este momento e ès tu que
comandas o meu pensamento
clamam o céu para preencheres
com o brilho dos teus olhos
eeu paro e clamo para que eles
estejam sempre na minha direcção
ao paraíso invulgar e às
raridades de ciclos que
comandam as espécies
raras em via de extinção
ès a mulher mais bela
e charmosa da vida e não
preciso de sair deste lugar
para perceber isso e nada
encontrarei fora de ti mais
prrecioso que o teu coração
que bate dentro de ti
onde o meu coração bate
mais feliz encontro a paz
e levito na simbiose do mundo
quie se enraíza no teu sorriso
a tua cabeça no meu peito
sinto - me leve e consigo
flutuar no cheiro do perfume
do teu corpo como se tivessem
criado a mais pura flor na tua pele
cada pétala a derramar o pólen que
mais ninguém possui e a tua voz è todo
o poema
bate mais forte quando sorris
encontro a paz e levito na
simbiose do mundo que enraíza
no teu sorriso ...
nem silêncios não preciso de um
para sempre basta - me apenas o
infinito no momento a flora da
vida ...
que me devolvam as palavras
num sorriso num olhar de lua
cheia e num silêncio matinal
julgo que a paz è isso devolverem
me as palavras num silêncio ...
que uma vontade è uma
necessidade de elevar a
palavra para que o vento
a leve a sua destinatária
para que as palavras não
criem redemoinhos no meu
meu cérebro e me embrulhem
o estômago ....
ao toque dos que aconchegam
o seu coração ao meu sinto a
pureza de uma alma sem precisar
de ver a sua cor ...
com a estrada a mendigar - me segurança
e leveza para que o mais injusto dos princípios
seja composto de flores e algodão ...
não me tocou o coração ou que
não teve nenhuma importância
para mim se sorrio è porque algo
tocou - me o coração e não porque
o molde dos meus lábios me foram
impostos acredito piamente que
existe um lugar onde o viver è mais
do que esta luta aguerrida de tentar
subir degraus na esperança de alcançar
a igualdade ...
que julga a diferença que
te bate quando o que mais
precisas è de carinho cresci
com esta necessidade de mudar
o mundo ... vivo com essa
dentro de mim necessidade e
isso faz com que cada dia que
passa à minha essência seja a
verdade que às vezes choca e
màgoa não consigo fingir que
algo não tocou o meu coração ...
sonhar e voar e por ele mudar
de vida ... sou fresco como a água
que mata a sede mas è escuro para
para là chegar ... nasci num mudo
pequeno onde o aspecto è mais
importante do que a alma que è movida
pelo coração que bate dentro de ti ...
Beijo - te por necessidade os teus lábios
arrepiam ... a minha sombra fala por mim
e por mim fala a minha ansiedade ... respiro
o teu perfume cheio de ternura navegas no meu
pensamento ...
abraço à paisagem e vejo a luz
intensa no dia a escurecer .. meu
amor sou feito de areia fina que o
vento levanta mas ninguém segura
sou enfim a chama acesa que te
queima sem te tocar sou o infinito
que acaba na lágrima covarde do teu
rosto ...
que o vento levanta
mas ninguém segura
sou enfim a chama
acesa que te queima
sem te tocar sou o infinito ...
morrendo a canção magoada diz o pungir
do desejo dos lábios a queimar de beijos
que beija o ar e mais nada ... o amor
è sentir o coração bater tão fortemente
tão perto da palma da mão è olhar bem
fundo e sentir o bater do coração ardentemente
num sentimento profundo è subir ao monte e
junto ao céu beijar o horizonte abraçar
a luz intensamente no dia a escurecer ...
que sò acaba nos céus
ou nem là tem o seu fim ou
hei - de eu acabar ou hà - de
querendo Deus ele em mim
Mãe adeus ! adeus Maria !
Guarda bem o seu sentido
que daqui te faço uma jura
ou eu te levo - te a sacristia
qu foi Deus servido dar - me
mar a sepultura ...
o medo de possuir demónios na veia
enrosca em forma de torpedo no riacho
da tua cela abraço o estômago da
revalidada abrindo fogo com a arma
da necessidade que berra de tal onda
viciada ... o esqueleto cravado em terra
da morte esquecida no presente desfolha
a necessidade que berra na terra là para
os lados do oriente não há desgraça que
permaneça solitária começa de forma
literària e acaba transformada em realidade ...
olhos de sereia luzindo ao
amado sol a mais próspera
boleia rebola no teu corpo
na tua pele doce e macia
e na tua humildade saboreio
o clima ameno ...
saem frases perdidas no encher das marés
o vazio da lua cheia debruça - se nos meus
braços corre - me nas veias versos em forma
de traços ... seguro as pernas para me manter
de pè para tentar não ir abaixo o que não è uma
realidade qu não se encaixa na minha forma de
estar ela não è igual na minha maneira de ser o
que transmito no meu olhar nem sempre è aquilo
que eu queria ver ... no olhar as pétalas que murcham
no meu coração sofrem de angùstia no meu entender
respiram espasmos de ilusão com medo de morrer ...
peles que convidam o corpo
mendiga na liberdade e a
saturação da ausência aproxima
não aconteceu um Apocalipse
mas conjuga - se a imaginação
que vigente decora o céu e consegue
colorir o espaço vazio ... desde que te
conheço que esta minha realidade
ruiu não que ela me fizesse feliz
antes pelo contrário era tão frágil
mas mantinha - me sustentável ...
expectativas promessas ou contratos
na verdade se existe uma coisa a dizer
- teè que alguém não seja o seu modelo
ideal ame enquanto for reciproco e se
for amor será liberto e se for liberto
tu não irás querer molda - lo ou transforma
- lo em qualquer coisa sò para te fazer bem
se for amor te fará bem exactamente do jeito
que è sem egoísmo por favor o amor è
compreensão è acordar cedo sò para levar
o café a cama e pôr a musica baixinho
para não interromper o sono ...
de se desfazer de todos
os joguinhos que usamos
para não ficarmos por baixo
e não aparentar vulnerável
demais ... amar è ser vulnerável
è desfazer - se de todas as armaduras
e envolver o peito aberto ... amar não
è poupar - se è dar - se por inteiro è
aceitar que nem sempre se està certo
e se estiver è reivindicar reler e perdoar ...
o bem do outro sempre e tecer
sonhos e vibrar quando alcança
- amar è sentir a alma do outro
e por isso não faz mal amar è não
murchar porque de alguma forma
a ciência não consegue explicar
isso fere tambèm amar è sentir que
as vezes è melhor ficar em silêncio
e compreender com um sò olhar
a alma do outro ...
è presença companheirismo
parceria reciprocidade intenso
e envolvente sò se ganha e nada
se perde amar è doar - se por completo
amar è acreditar no outro por completo
sem tirar nem alterar nada ...
suave e fresca se inebria em mim algo itinerante e sinto - me estranhamente universal num sonho perdido no sonho tenho o passaporte do além ...