o tempo começou em ti não
hà que conta - lo senão nos
teus braços em ti acabará um
dia e tudo terá finado na espessura
da noite
o tempo começou em ti não
hà que conta - lo senão nos
teus braços em ti acabará um
dia e tudo terá finado na espessura
da noite
o muro ácido das trevas o
fundo em teus flancos cravo os
rubros esporos a madrugada
passos com os seus
a minha boca sò tem fome
da tua e os meus olhos
sò tem sede dos teus
do teu corpo e sùbito um
relâmpago nas águas atravessa
inconvencível noites e mares
porque os teus braços
me envolvem e o nosso
suor sagrado è mais forte
que as armaduras dos fracos
no tamanho do mundo
vês comigo
os teus olhos são
a minha paz
os teus lábios são
o meu tormento
de dia o pássaro no meu
ouvido
a noite o demónio a dar - me
vinho a embebedar - me atè
a raiz dos teus cabelos
a navegar nessas palavras em
voltas nas voltas das silabas
encontradas a tua boca a cantar
a tua doçura reflectida nos espelhos
das águas límpidas de mar olha como
te vê e não como devia olhar contempla - te
a distância mas era bem de perto que ele queria
estar constrói asas de anjo para te proteger asas
de pássaros para conseguir voar asas de borboletas
para pousar na tua pele
uma estrela a pagar - se na
treva de um caminho entre
dois túmulos por isso precisamos
de falar baixinho pisar com leveza e
ver a noite e dormir em silêncio
pois por isso fomos feitos para
para a esperança no milagre para
a participação da poesia e ver a
face da morte de repente nunca
mais esperamos hoje a noite è jovem
da morte apenas nascemos imensamente
para ver a face da morte acenar imensamente
lembranças para fazer chorar mãos para
enterrarmos os nossos mortos e sermos enterrados
por isso temos os braços longos para o adeus dos adeuses
mão para colher o que foi e dedos para cavar a terra e assim
será a nossa vida uma tarde sempre a aquecer
sobre o delicado leito do
sonho ao encontro do barco
do teu corpo envolto na sombra
de um rio impreciso sem nenhuma
cor das que foste
do coração como se vivesse
o momento que palpitava
nas mãos que me estendias
nas imagens que desfilam
vibrantes por entre memórias
fulgurantes de luz e silêncio que
palavra alguma consegue desenhar
do dia como se um relâmpago
reportasse o filme da nossa vida
a cores e a preto e branco porque
não num vermelho profundo
marcando o amor deixado num beijo
pelos teus lábios no recanto secreto
dos meus lábios ardentemente apaixonados
pelos teus ...
do
ódio o muro ácido
das
trevas o fundo em teus
flancos
cravo os esporos a madrugada
senão nos teus braços em ti
acabará um dia mas tudo terá
finado na espessura da noite
do coração como se vivesse o
momento que palpitava nas mãos
que me estendias nas imagens que
desfilam vibrantes por entre memórias
fulgurantes de luz e silêncio que palavra
alguma consegue desenhar
sorriso inocente de uma
criança a devolver - nos
a esperança perdida no sonho
adulto que nos rouba a inocência
cativa de outra esfera sem penumbra
subtis nem Tibães um sò cristal de
alegria nele o brilho da razão
e fico dia e noite a tua
espera
bebo esse corpo fluido
de quimera que mantém
a chama acesa deste amor
por ti
beijas a lua transcendes o sol
voas com asas de condor abraças
o cèu luzes no luar transbordas os
oceanos com o teu amor refrigeras
a minha alma com o teu sorriso
trazes o céu a terra a lua e o mar ès
o oceano calmo e sereno cheio de luz
o principio e o fim como Deus ...
cidade
das pessoas tão maravilhosas que são deste afecto todo que me dão para além desta gratidão que me induz a este compromisso poético em crescimento constante digno de todos nòs sò poderei agradecer por esta confiança que me dão em perfeita sintonia devo honrar todo isto este nosso maravilhoso projecto Nacional e Internacional almejo Palcos sem palas
e sem fronteiras a minha inteira gratidão amanhã
là estarei adoro - vos isto è a minha aliança a cidade
e ao país
a
tua vinda não te demores
cresce
na noite que me cobre
aqui te sonho e sonharei
mesmo quando por mim
passares
e eu vergue ao peso do teu
hálito
aqui passado presente e futuro
se cruzam e confundem o tempo
paira suspenso ansioso do rumor
dos teus passos
tormentos
e de espanto sob a amarga
primavera
de destroços somos nòs ainda
a semente o rio a estrada onde
indestruidos ressoam os passos
e
a\s vozes da nossa jornada
submersos
no caos no asco na maldição
apocalíptica
ainda nos resta querida ... ah
ainda nos resta o nosso amor
a nossa espantosa fecunda serenidade
de
tormentos sob esta
amarga
primavera de destroços
sórdidos
e divinos uma vez mais
reconstruamos
nossa humana face
agarramos
mas queima dir - se - ia
que
o amor se è que passou
fere
ainda muito mais do que
quando
realmente encandecia
nos
teus braços em ti acabará um dia mas
então
tudo terà findado na espessura da noite
próxima
corre ò estrela gloriosamente brilha antes
que
para sempre nos espaços te afundes e percas
para os nossos olhos
assenta o golpe no tronco necessário
dà
começo ao teu trabalho golpe a golpe
ergue - te
à consciência do tempo que crias e
independentemente de ti ò lenhador te
arrasta implacável e sereno assim querida
te golpearei te beijarei onde não ès mais que
o teu próprio principio para além da carne
que te veste harmoniosamente sò de te ver
desfaleço te possuirei para além da lua
a
palavra um sò vez dita
em ti a arquitectura a musica
perfeita
a harmonia das cores e dos volumes
em ti a poesia e a fecundidade
do
àspero caminho canta ò ave intranquila
do
amor teu sonho de planície ... tu ès o tempo
meu
amor em ti minha inteira condição minha
miséria
e grandeza minha humanidade plena em ti
minha dignidade
ò sopro ò renovação incessante tenaz pura e
veemente
como o aço a raiva e a doçura do nosso desejo
sepultado
no silêncio e na treva deste
cárcere
e canto nossa gloriosa humana
condição
realidade
sò tu ès o fluir tudo està suspenso
em
ti a vida a esperança o desespero a
morte
tu ès a hora o dia o equinócio tu
a manhã a primavera a flor os frutos
o umbigo os seios tu a noite as estrelas
na
profunda noite somente a morte sò em ti
a expressão o significado antes de ti o vácuo
a desolação a não existência
chegaste
e è maravilhoso como todo
o
seu significado se perdeu e se
ganhou
um vazio antes de ti um vazio
infinito
se te fores no fundo do meu coração
jamais
te apartarás de mim o mesmo è dizer
da tua própria essência mas verdadeiramente
reais onde existir o tempo se tu para mim não existias
como
bandos de pássaros sonoros
ritmo
nos versos ritmo no amor no
nascimento
na morte ritmos no vento em que
viajarei
ritmo no vento que hoje mesmo
sou
viagem e ritmo
a hora em que vieres
somente
haja silêncio na cidade
morta
e suave me toques e beijes
na
fronte para que sò eu saiba
que
ès chegada não haja galos a
anunciar - te
nem ladrem cães pelas esquinas
não haja bandeiras somente uma
estrela no fundo de mim
que
que eu espero sem preconceitos
errados
nem cinismo de espécie alguma
porque
ès pura e digna das caricias que
guardo
desde o fundo de mim
da
tua boca entre os meus lábios
queimados
das sedes que trago desde o fundo
de mim
eu sei que viràs nua no corpo e na
alma
na hora propícia de nòs dois e
rasgarei
a leiva vermelha vermelha do teu
teu
sexo semear- me - ei e refloriremos
dias
gémeos deste quando se acumula
em
mim a liberdade e o vento rumoreja
brandamente
na copa das árvores mas esguias
a
vida custa e eu quero ser
feliz
contigo a esperança cinge -se
de luz e tu e eu havemos de festejar
o amor
eu
sei que me ignoras
defensor
intransigente de verdades
trespassadas
assim te escrevo meu amor
e
tu ficas melindrada
com
este vocábulo inofensivo
de
ti sò te conheço o nome
de
mim quem te posso dizer que sou ?
vê tu advinha quem sou eu nesta
fronteira da vida explica - me
se sabes a história do amor
porque è tão dura esta hora que
do meu apego resulta uma suave gratidão
dos
teus tonto faço - me amor
ignorando
tudo o resto fazendo do amor
o resto de tudo e logo volta a
sedução
a lua incendiará a madruga
hei - de
então entusiasmar - te empolgante
de
fascínio tal como um cavalo selvagem
corroborando de alegria
encontrar
pois sò te quero a ti no ponto
em que depois de tudo te sinta
unicamente
para além deste lugar basta- me
o
contacto da tua pele chega - me o
movimento dos teus olhos tento
saber -te na minha presença porque
quero guardar para ti o encanto de
descobrires que assim te quero mais
iluminava - te
e descobri a tua face pacifica
lembro - me do teu movimento
acolhedor
a tua vontade feliz a hora è tua
canta as estrelas do firmamento
beija
a tua mãe querida fala - nos com um
gesto
de amor adolescente jovem visitaste
o meu coração não te esquecerei já mais
suave e fresca se inebria em mim algo itinerante e sinto - me estranhamente universal num sonho perdido no sonho tenho o passaporte do além ...