quinta-feira, 17 de junho de 2021

hei - de

espremer a carne sumarenta

               da

tua boca entre os meus lábios

             queimados

das sedes que trago desde o fundo

             de  mim

eu sei que viràs  nua no corpo e na

            alma

na hora propícia  de nòs dois  e

          rasgarei

a leiva vermelha vermelha do teu

             teu 

sexo semear- me - ei e refloriremos
 

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