quinta-feira, 17 de junho de 2021

rebenta

ò árvore abandonada no inverno

                    do

àspero caminho canta ò ave intranquila

                  do

amor teu sonho de planície ... tu ès o tempo

                  meu

amor em ti minha inteira condição minha

                 miséria

e grandeza minha humanidade plena em ti

               minha dignidade

ò sopro ò renovação incessante  tenaz pura e

                    veemente

como o aço a raiva e a doçura do nosso desejo


 

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