não fazem amor fazem ausência se digo água beberei ... se
digo pão comerei ... aqui te sonho ... aguardarei a tua vinda ...
não te demores ... cresce na noite que me devora que me cobre
aqui te sonharei mesmo quando por mim passares e eu vergue o
peso do teu hálito ... aqui passado presente e futuro cruzam - se
e s confundem o tempo paira suspenso ansioso dos teus passos
eu sei que vens perto que vais me trocar em breve de leve ... aquele por quem chamas noite e dia com o teu sangue e a tua voz do tempo prisioneiro do seu próprio sofrimento neste poço de carne e agonia aquele que tacteando busca o dia o teu rosto flor no tempo e transforma o seu áspero tormento num cântico de alegria e cego surdo e mudo assim proclama o seu amor ...

Sem comentários:
Enviar um comentário