Somos apenas cúmplices
da nossa inabilidade e dos
ornamentos com que a
revestimos para parecer
que somos e ser o que
parecemos ... quem escreve
procura abrir um espaço numa
muralha tão opaca mas tão vaga
e cinzenta que esse espaço
imaginado de branca identidade
não è mais que um aceno à possível
liberdade para além da sua glória profana ....

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