terça-feira, 4 de maio de 2021

improviso na morte do semeador


 carregavas em teus ombros

um navio de relâmpagos em teu

coração de pedra e a voz de cidades

insubmissas levavas em teu rastro

uma aurora de espigas em teus làbios 

as palavras que não temem o fogo o frio

ou a morte submerso no òdio e no terror

chegavas em cada noite e feroz recontruias

 uma vez mais a esperança a terra semeavas

e por amà - la tanto ès agora o semeador a pròpria

semente oculta e violenta ...

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