quarta-feira, 26 de maio de 2021

são tão belas as flores

ma decepadas lançadas na sepultura 

na tempestade do deserto no caos

                  da agonia

feita êxtase temor fúria e adoração

são despojos soterrados ocultamos o 

                  amor

que crucificamos no presságio das

                normas

insensatas calcinadas de teias dissipadas

                     em  

espirais de espuma para là do tempo esvoaçante

                   ressoando

em correntes liquidas transfiguradas cumprindo

                     insónia

 de sangue roxo improvável  sem retorno dilacerando 

o melhor de nòs como se o amor fosse abolir a génese

 dos afectos petrificar sensações crispar fluidos silenciados 

           são tão belas as flores e vegetam
 

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