na tempestade do deserto no caos
da agonia
feita êxtase temor fúria e adoração
são despojos soterrados ocultamos o
amor
que crucificamos no presságio das
normas
insensatas calcinadas de teias dissipadas
em
espirais de espuma para là do tempo esvoaçante
ressoando
em correntes liquidas transfiguradas cumprindo
insónia
de sangue roxo improvável sem retorno dilacerando
o melhor de nòs como se o amor fosse abolir a génese
dos afectos petrificar sensações crispar fluidos silenciados
são tão belas as flores e vegetam

Sem comentários:
Enviar um comentário