terça-feira, 1 de junho de 2021

à curva em ausência

do poente que desagua no poema

              estatutário

dos meus olhos adormeço na garça 

revoada na obliqua luminosa da lua

`a flor do silêncio na tua boca coincide

                 comigo

a sequência perfeita que ainda não existe

                 escrevo

lua cm argila inominável dos dias 


 

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