das palavras que a madrugada humedece
nas
tuas mãos traço um fio de voo
aérea
passagem horizonte pressentido desde
o
ângulo inquieto do meio - dia à curva
em
ausência do poente que desagua no poema
estuário
dos meus olhos ... adormeço garça em revoada
na
oblíqua luminosidade da lua à flor do silêncio
na tua boca

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