quinta-feira, 3 de junho de 2021

no olhar

que repouso no teu

         sorriso

há toda  uma geometria

           do

meu corpo que procura

          um

rio inquieto  improvável

         onde

desaguar os sentidos e

        cipreste

sempre sombra para prender

              o

rumor dos dedos como quem

 agarra o vento  no pressentimento

 de um beijo lugar estaleiro da ternura

        è omeu corpo no teu
 

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