terça-feira, 1 de junho de 2021

o medo

palpita nas palavras como um

               lodo

escuro sò  visìvel quando às

             àguas

do rio por contar deixam de

           pulsar

a melodia solar que se reflecte

               no

         espelho anelante

um dia o sol deixará de lançar os 

                 seus

 dardos de fogo e tu irás partilhar

um leito de cinzas ao nível da gelada

 presunção de nem ter sido a escrita que brota do coração
 

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