e
um sortilégio de nostalgia
a
própria ternura se faz porcelana
querias
uma canção feita de amor livre de ser
cantada
quando te atiram pedras a liberdade
era
fazer poema e não problema era pintar
uma
estrada de vermelho
suave e fresca se inebria em mim algo itinerante e sinto - me estranhamente universal num sonho perdido no sonho tenho o passaporte do além ...
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