que o sono convoca - me
à visibilidade dos sonhos
e de uma dança crepuscularmente
oposta a pálida lua a superfície da dolência
há gestos que os outros dizem serem meus
e que flutuam numa paisagem de hesitações
consigo imagina - la levemente ritmada
de âmbar e silêncio e com estilhaços
desmemorizados de vento e por um ombro
infinito demoro - me na ausência dos mastros
e das viagens inexistentes do horizonte o mar està por
perto e a dança prolonga - se num ângulo de respiração
alguém murmura sonho

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