sábado, 31 de julho de 2021

escreve - me muitas vezes


 como o percurso ininterrupto das formigas

o ritmo do girassol devolvido a condição

de flopr e o reflexo das nuvens no interior

dos rios guardados nas minhas mãos

escreve - me tantas vezes quantos os nocturnos

quase vazios entre as estrelas os quebrantes de mar 

aos pès prateados da lua e as intuições anunciadas

 na respiração dos teus dedos dos amantes

nunca deixes de me escrever como se o tempo

das palavras fosse o de regresso confirmado na 


existência e docilidade

das pedras nunca deixes

de me sentie

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