sexta-feira, 30 de julho de 2021

hà uma noite insone

nos meus dedos

promessas de madrugada

fio de luar e uma errância

de astros e enlevos anunciada

num silêncio por abotoar

há um vento  sonâmbulo sem medos

que me desalinha docemente o respirar

e uma inquieta geografia de segredos

de onde intacto quero regressar


ergo - me à imagem nítida de um delírio

numa paisagem indizível de ternura e o tempo

suspende - se como um rio em danças de volùpia semi - nuas  por fim quebra - se a lua em agonia no corpo numpressàgio de dia no meu corpo
 

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