quinta-feira, 1 de julho de 2021

no rosto eu sinto

o suave vento das tuas asas

brancas tu ès pomba imaculada

sem deixares de ser leoa tão felina

como o odor que envolves tão maligna

como o amor com que me dilaceras

tu ès a leoa que eu inventei sem deixares

de a pomba que cruza a atmosfera do sonho

ao encontro da perplexa rota da ventura

pomba leoa ou pomba quero que permaneças

poema por seres luz e sangue e dor um suave vento

no meu rosto o selvagem cheiro do amor
 

Sem comentários:

Enviar um comentário

uma brisa

suave e fresca se inebria em mim algo itinerante e sinto - me estranhamente universal num sonho perdido no sonho tenho o passaporte do além ...