sábado, 31 de julho de 2021

os meus olhos

são um barco de papel

galgam o rio perdem

as margens e a meio da viagem

asas nos frágeis limites de um

cordel junto às nuvens o mesmo

rio já è outro e os meus olhos

 inventam nos teus olhos o rumor

de água no canto íntimo de um corcel
 

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