sou o grão de rocha
sou o vento
que desgasta
sou pòlen
sem insectos
sou areia sustentando
o sexo das àrvores
existo onde me desconheço
ansiando a esperança do futuro
que combato morro no mundo
porque luto
suave e fresca se inebria em mim algo itinerante e sinto - me estranhamente universal num sonho perdido no sonho tenho o passaporte do além ...
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