nada contava nem tinha nome
o mundo era o ar que guardava
caminhei salões cinzentos
túneis habitados pela lua
hangares cruéis que se despiam
perguntas que teimavam sobre
a areia tudo estava vazio morto e mudo
caído abandonada e abatido
tudo era inaliàvelmente alheio tudo era
de outros e de ninguém atè que a tua beleza
e a tua pobreza encheram o Outono de presentes

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