domingo, 10 de julho de 2022

antes de amar - te eu nada tinha

vacilei pelas ruas e pelas coisas

nada contava nem tinha nome

o mundo era o ar que guardava

caminhei salões cinzentos

túneis habitados pela lua


hangares cruéis que se despiam

perguntas que teimavam sobre


a areia tudo estava vazio morto e mudo

caído abandonada e abatido


tudo era inaliàvelmente  alheio tudo era

de outros e de ninguém atè que a tua beleza


e a tua pobreza encheram o Outono de presentes
 

Sem comentários:

Enviar um comentário

uma brisa

suave e fresca se inebria em mim algo itinerante e sinto - me estranhamente universal num sonho perdido no sonho tenho o passaporte do além ...