sexta-feira, 4 de junho de 2021

todas as casas

deviam ter uma varanda

              para

o mar para que as manhãs

           acordassem

no velame inquieto da claridade

               e

as sombras fundeassem frescas pelas 

             paredes

opacas do meio dia os entardeceres

              em

sotaventos  de crepúsculo num quarto

                todas 

as casas deviam ter uma varada para o mar 

ou uma janela ou um parapeito um olhar

 

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