sexta-feira, 9 de julho de 2021

era uma vez um papão

pintado de belo na  mascara de papelão

eram inúteis e magoadas as noites da minha

 rua noites de lua que lembravam as quilhetas

da minha vida parada amanhã terás os mestres

as aulas os amigos os livros e o espectáculo da morgue

morando durante dias nos teus sentidos gorados amanhã

serà o ultrapassar outra curva no caminho destinado era uma voz

de papão que acendia a vela tinha regaço de sombra e velava as noites

da minha rua e a minha vida e pintava - se de pelo na mascara de papelão
 

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