eram inúteis e magoadas as noites da minha
rua noites de lua que lembravam as quilhetas
da minha vida parada amanhã terás os mestres
as aulas os amigos os livros e o espectáculo da morgue
morando durante dias nos teus sentidos gorados amanhã
serà o ultrapassar outra curva no caminho destinado era uma voz
de papão que acendia a vela tinha regaço de sombra e velava as noites
da minha rua e a minha vida e pintava - se de pelo na mascara de papelão

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