pelo rosto fora vindas do fundo
do coração sem que eu as tenha
forçado essas lágrimas por ti em
mim dentro de mim a escorrer
chamo amor de profundas veias
a essa relação entre nòs se ela
houvesse e não esta condição
de anónima indiferença e de
vaga identidade flutuante
sem cúpula e sem os templos brancos com jardins
de um ócio voluptuoso è por isso que estamos
condenados a solidão de não pertencermos a dilatada força
que constitui um universo e projecta um horizonte
de humanidade viva em floração unânime somos apenas
cúmplices da nossa inabilidade e dos ornamentos com
que a revestimos para parecer que somos e ser o que parecemos

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