domingo, 10 de julho de 2022

Poemas escritos

com as lágrimas a escorrerem

pelo rosto fora vindas do fundo

do coração sem que eu as tenha

forçado essas lágrimas por ti em

mim dentro de mim a escorrer

chamo amor de profundas veias

a essa relação entre nòs se ela

houvesse e não esta condição

de anónima indiferença  e de

vaga identidade flutuante


sem cúpula e sem os templos brancos com jardins

de um ócio voluptuoso è por isso que estamos


condenados a solidão de não pertencermos a dilatada força

que constitui um universo e projecta um horizonte 


de humanidade viva em floração unânime  somos apenas

cúmplices da nossa inabilidade e dos ornamentos com


que a revestimos para parecer que somos e ser o que parecemos 
 

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