numa muralha opaca
mas tão vaga e acinzentada
que esse espaço imaginado
de branca identidade não
è mais que um aceno à possível liberdade
para além da sua glória perfumada
são estes os meus semelhantes e decerto
o são porque respiramos a mesma poeira
mas para eles è o único espaço de existência
e para mim o espaço que deverá ser purificado
por um vento que ignoro de onde virà
passamos uns pelos outros em anónima coexistência
em passos que sendo são equivalentes a não serem
sò os amigos quebram esta monótona identidade
com acenos de uma comunidade viva que não
somos chamamos a esta coexistência sociedade
que não è mais do que ter perdido a pàtria
a sua fisionomia sagrada as suas maternas coxas
oh em que muralhas està a oblíqua desse seio de água
regeneradores que eram a presença viva da vida unificada

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